OS GRANDES OBJETIVOS

Os “Objetivos de Desenvolvimento do Milénio” surgem na viragem do século, em Setembro de 2000, a partir da Declaração do Milénio assinada por 191 Estados e que sintetiza acordos, e compromisso com prazos concretos, pretendendo estabelecer condições para a melhoria da qualidade de vida da Humanidade neste século XXI.

É cada vez mais reconhecido que existe uma forte relação entre o bem-estar humano e a saúde dos ecossistemas.


Oito objetivos gerais foram identificados:

1 – Erradicar a extrema pobreza e a fome.
2 – Atingir o ensino básico universal.
3 – Promover a igualdade de género e a autonomia das mulheres.
4 – Reduzir a mortalidade infantil.
5 – Melhorar a saúde materna.
6 – Combater o VIH/AIDS, a malária e outras doenças.
7 – Garantir a sustentabilidade ambiental.
8 – Estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento.

Os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio com foco na sustentabilidade ambiental ainda não estão a ser cumpridos e as sociedades enfrentam o duplo desafio dos impactes das alterações climáticas e da perda de biodiversidade e dos serviços dos ecossistemas.

Estes desafios são ainda mais evidentes em países afetados pela pobreza, VIH, malária, riscos para a saúde materna, discriminação de género e educação de má qualidade ou não disponível a todos. As manifestações crescentes das alterações climáticas globais têm evidenciado a necessidade de encontrar fontes de energia mais sustentáveis, bem como outras questões, como a relação entre a perda de biodiversidade, o clima, o consumo excessivo, a segurança alimentar e a escassez de água, e a saúde e o bem-estar humano. A necessidade de reflexão conjunta de forma a encontrar abordagens integradas para lidar com estes desafios, nunca foi tão grande.

Embora a sustentabilidade tenha sido aceite como um objetivo desejado nos mais diversos fóruns internacionais, as questões ambientais e as suas relações com o desenvolvimento ainda são vistos de formas muito diferentes um pouco por todo o mundo. Um dos aspetos ambientais mais importante é a conservação, com enfâse nos sistemas vivos de que os seres humanos dependem, bem como os aspetos que deveriam ser preservados pelo seu valor intrínseco.

A revolução industrial introduziu um modelo de crescimento e desenvolvimento que conduziu à exploração intensiva dos recursos e à degradação dos ecossistemas de suporte de vida, tornando o objetivo da conservação cada vez mais crítica.

Ao mesmo tempo, a pressão do desenvolvimento humano e a perspetiva de justiça social exigem alterações com vista à melhoria da vida dos mais pobres e marginalizados, bem como a redução do consumo pelos mais ricos. Conciliar o excesso de consumo com a partilha equitativa dos recursos, bem como reconciliar as necessidades básicas humanas de forma equitativa e a conservação e a gestão de resíduos, são alguns dos principais desafios do desenvolvimento sustentável.

Em algumas sociedades, a principal urgência é atender às necessidades básicas, enquanto outras são confrontadas com os problemas da produção excessiva, consumo e desperdício exagerados.

Estes desafios estão centrados em questões de equidade, transparência, justiça social e proteção ambiental, a nível local, nacional e global. E todos eles requerem uma reorientação do pensamento e das práticas económicas, bem como uma mudança cultural. Ou seja, uma reorientação na educação de todos nós…